Sobre

O primeiro número do jornal Folha do Norte surgiu em 17 de setembro de 1909, fundado por Tito Ruy Bacelar, Arnold Ferreira da Silva como secretário aos 15 anos, Dálvaro Ferreira da Silva, e teve como redator, até 1910, João Carneiro Vital e passou a contar com diversos colaboradores, começando a circular semanalmente, e como outros jornais, foi criado para servir de escudo político. Naquela época, circulava nesta cidade, o jornal “O Município”.

Na sua primeira edição, a Folha do Norte filia-se à corrente que apoia as candidaturas de Hermes da Fonseca, para a Presidência e de Wenceslau Braz para a vice-presidência da República, lançando-se no combate ao situacionismo local. Fez publicação de agradecimento do Dr. Jacinto Ferreira, Juiz de Direito, às pessoas que participaram da campanha da casa Ramos & Irmão, em favor do Asilo de Nossa Senhora de Lourdes, que rendeu cinqüenta e cinco mil, trezentos e quarenta e sete reis (55$347), com a venda dos cupons em benefício das criancinhas órfãs; fez publicidade do café moído por Pedro Brito Sobrinho; da Emulsão de Scott; da loja “Inah, a barateira e vantajosa”; de João Regis Martins; do cirurgião dentista e farmacêutico J. Mutti; da Clínica Médico-Cirúrgica do Dr. Auto E. Reis; de tintas e artigos de fogueteiro vendidos por Francisco Garrido; da Saúde da Mulher; Bromil e pomada Boro Borácica. Divulgou, ainda, anúncio da loja M. da Silva Santos, de Salvador, que mantinha variado sortimento de pianos americanos e máquinas de escrever Blickensderfer; Bola de Ouro, de Antero Lima, que compra ouro e prata em obras velhas, moedas de ouro, prata e brilhantes, e da alfaiataria de Raphael Costa Lima, da capital do Estado. Publicou o conto “A Caipora”, de Sérgio Cardoso; “Cronicando”, seção assinada por Aristeu Nemésio (pseudônimo de Arnold Silva) e o poema de Anibal Amorim “Regresso à Terra Natal”.

Desde a sua descoberta, a fotografia tem registrado a nossa história, através de imagens, e na sua primeira edição a Folha do Norte ilustrava com impressão em clichês (gravação em relevo sobre metal), as propagandas da Emulsão de Scott e das máquinas de escrever (datilografia) das marcas Blickensderfeg. Em 24 de fevereiro de 1912, surgiu à primeira impressão em fotografia no jornal: era um rosto de um doente que anunciava a cura milagrosa de uma moléstia, após tratamento com o Elixir de Nogueira.

Com o falecimento de Tito Ruy Bacelar, e como dele não houvesse descendente, tampouco surgisse alguém interessado na aquisição do jornal, Arnold Ferreira da Silva, que já vinha participando desde a sua fundação, demonstrou vontade de adquirir a propriedade do semanário, e da Tipografia Progresso que o editava com todos os seus mecanismos, tipos e pertences. No dia 5 (cinco) de abril de 1922, no Tabelionato de João Carneiro Vital, com a presença da viúva de Tito Ruy Bacelar, a escritura foi assinada e a propriedade da Folha do Norte foi transferida para os irmãos: Arnold, Dálvaro e Raul. Logo após a regularização documental, a firma foi registrada com a denominação de, “Silva & Irmãos”, e publicada uma nota no jornal, informando ao público a nova razão social.

Festejando-se a fundação do jornal Folha do Norte, com 105 anos de atividades no dia 17 de setembro de 2014, não poderiam silenciar os que acompanham e assistem à sua vitoriosa trajetória. É o mais antigo órgão de imprensa em circulação no Estado da Bahia. E fazendo repercutir o engrandecer do nome e das tradições da Feira de Santana por todas as regiões da Bahia, como a maior relíquia editorial e o maior feito que registra a nossa história.

Atualmente o diretor da Folha do Norte é o Dr. Antonio Navarro Silva. Na parte gerencial, Gilberto Navarro Lopes; editor, o jornalista Zadir Marques Porto; colunistas: Drª. Lícia Freitas Silva, Mário Leal, Reginaldo Pereira (Tracajá) e Dom Itamar Vian, dentre outros, atuam na Folha do Norte: Suzana Lima, Adilson Cavalcante (Juju), Carlos Mello, Luana Rios e José Raimundo. O Jornal em formato tablóide circula as sextas-feiras, com número variável de páginas a partir de dez. O Jornal mantém linha editorial conservadora, dando relevo aos fatos locais, principalmente aos culturais e esportivos.

 

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Foto da primeira edição do Jornal, em 17 de Setembro de 1909.